Dirigente local diz que riscos aumentam na central de Zaporijia, na Ucrânia

Os riscos em torno da central nuclear de Zaporijia, no sul da Ucrânia, com Moscovo e Kiev trocarem acusações de bombardeamentos, “aumentam a cada dia”, afirmou hoje o presidente da câmara da cidade onde está situada a infraestrutura.

Dirigente local diz que riscos aumentam na central de Zaporijia, na Ucrânia

Dirigente local diz que riscos aumentam na central de Zaporijia, na Ucrânia

Os riscos em torno da central nuclear de Zaporijia, no sul da Ucrânia, com Moscovo e Kiev trocarem acusações de bombardeamentos, “aumentam a cada dia”, afirmou hoje o presidente da câmara da cidade onde está situada a infraestrutura.

“Os riscos [em torno da central de Zaporijia] aumentam a cada dia”, disse à AFP Dmytro Orlov, autarca de Energodar, em declarações por telefone, acrescentando que os disparos de morteiros no local se tornaram diários e considerando que se trata de “terrorismo nuclear puro e simples” da Rússia que “pode terminar de forma imprevisível a qualquer momento”.

O mesmo responsável disse que “a situação é grave e o mais preocupante é que não há um processo de ‘desescalada'”.

Segundo Orlov, a cidade de Energodar começou nas últimas 24 horas a ser bombardeada, “o que nunca tinha acontecido antes”, provocando hoje a morte de um civil, um homem de 45 anos.

Desde a semana passada, as duas partes têm trocado acusações sobre a autoria dos bombardeamentos que visam a central, aumentando os receios de uma catástrofe nuclear.

Na quinta-feira realizou-se uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre o assunto.

As autoridades ucranianas, apoiadas pelos seus aliados ocidentais, pedem uma desmilitarização da zona e a retirada das tropas russas, que ocupam o local desde março.

Por outro lado, a Ucrânia afirmou estar a um passo de isolar parte das forças russas na região de Kherson, depois de ter destruído ou danificado todas as pontes ali existentes.

EO // VAM

By Impala News / Lusa

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