Processo eleitoral em Angola ainda não acabou, diz PR português

O Presidente português afirmou hoje em Luanda que o processo eleitoral angolano ainda não está concluído, reusando comentar as eleições de quarta-feira, num momento em que os dados provisórios da Comissão Nacional Eleitoral dão maioria absoluta ao partido governamental.

Processo eleitoral em Angola ainda não acabou, diz PR português

Processo eleitoral em Angola ainda não acabou, diz PR português

O Presidente português afirmou hoje em Luanda que o processo eleitoral angolano ainda não está concluído, reusando comentar as eleições de quarta-feira, num momento em que os dados provisórios da Comissão Nacional Eleitoral dão maioria absoluta ao partido governamental.

“Continuo na minha, que é estando pendente o processo eleitoral, não comentar o processo eleitoral em público como o faria no caso português”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, após uma reunião bilateral com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, que já deu os parabéns pela vitória ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).

“Há que respeitar aquilo que é próprio da especificidade de cada Estado que é estando a decorrer o processo eleitoral não haver forasteiros, chefes de Estado ou responsáveis políticos a comentar”, acrescentou o chefe de Estado português aos jornalistas.

A presença de observadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em Angola foi elogiada por Marcelo Rebelo de Sousa, com elementos de “quase todos os países”.

A organização multilateral, disse, afirma-se também através destas missões.

Segundo dados divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), quando estavam escrutinados 97,03% dos votos das eleições realizadas na passada quarta-feira, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder desde 1975) obteve 3.162.801 votos, menos um milhão de boletins escrutinados do que em 2017, quando obteve 4.115.302 votos.

Já a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) registou uma grande subida, elegendo deputados em 17 das 18 províncias e obtendo uma vitória histórica em Luanda, a maior província do país, conseguindo até ao momento 2.727.885 votos, enquanto em 2017 obteve 1.800.860 boletins favoráveis.

No entanto, o líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, contestou na sexta-feira a vitória do MPLA e pediu uma comissão internacional para comparar as atas eleitorais na posse do partido com as da CNE.

 

PJA // VM

By Impala News / Lusa

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