Stoltenberg admite que Europa tem que estar preparada para mais refugiados da Ucrânia

O secretário-geral da NATO admitiu hoje que a Europa tem que estar preparada para receber mais refugiados da Ucrânia, defendendo que a Rússia está a atingir infraestruturas críticas naquele país para infligir “o máximo sofrimento possível”.

Stoltenberg admite que Europa tem que estar preparada para mais refugiados da Ucrânia

Stoltenberg admite que Europa tem que estar preparada para mais refugiados da Ucrânia

O secretário-geral da NATO admitiu hoje que a Europa tem que estar preparada para receber mais refugiados da Ucrânia, defendendo que a Rússia está a atingir infraestruturas críticas naquele país para infligir “o máximo sofrimento possível”.

“Claro que temos que estar preparados para mais refugiados atravessarem o resto da Europa. Isto é uma guerra, é uma guerra brutal e há um ataque deliberado a serviços críticos: aquecimento, luz, água, gás. E claro que o objetivo disso é infligir o máximo de sofrimento possível aos civis ucranianos para tentar quebrar o seu compromisso e a sua unidade contra a invasão da Rússia”, declarou Jens Stoltenberg.

O secretário-geral da NATO falava aos jornalistas à entrada da reunião do Conselho do Atlântico Norte, principal organismo de decisão política da NATO, que vai juntar hoje e quarta-feira ministros dos Negócios Estrangeiros no Palácio do Parlamento, em Bucareste, capital da Roménia.

O líder norueguês salientou que já milhões de pessoas se viram forçadas a abandonar a Ucrânia desde o início da guerra em fevereiro, muitas delas com destino à Roménia, país fronteiriço, “perto de três milhões”, sublinhando a importância desta reunião ter lugar em Bucareste.

Stoltenberg mostrou-se “absolutamente certo” de que o presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, “não vai ser bem sucedido” e que os civis, as forças armadas e os líderes ucranianos “não vão quebrar”.

“Estes ataques brutais contra infraestruturas críticas civis só estão a encorajar os Aliados a fazer ainda mais, porque temos que garantir que a Rússia não ganha”, vincou.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.655 civis mortos e 10.368 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

ARL (DMC/JRS) // APN

By Impala News / Lusa

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